Nascido em 30 de maio, em Apucarana, Semi Salomão encontrou no desenho a primeira forma de tornar visíveis os personagens e mundos que imaginava. Quando a família adquiriu uma câmera no fim de 1994, aquele impulso ganhou movimento, voz e duração. A imagem deixou de ser apenas registro e tornou-se linguagem.
Nos anos seguintes, papel, placas de vidro, luzes, miniaturas, cenários domésticos e equipamentos analógicos formaram um laboratório completo de criação. Semi desenhava, filmava, interpretava, dublava e montava. O domínio de tantas etapas não era dispersão: era o nascimento de um autor capaz de conduzir uma obra do primeiro traço à imagem final.
Sua filmografia percorre terror, ficção científica, comédia, espiritualidade, memória e história sem abandonar uma marca própria: atmosferas intensas, personagens reconhecíveis, pesquisa simbólica e a capacidade de converter lugares e experiências em universos cinematográficos.
Ao longo de três décadas, novas câmeras e tecnologias ampliaram as possibilidades, mas o princípio permaneceu intacto. Cada produção nasce do mesmo gesto original — observar, imaginar e construir uma imagem que só poderia pertencer ao cinema de Semi Salomão.